COOPERATIVA DE RESPONSABILIDADE LIMITADA

CONSTITUÍDA POR ALVARÁ DE 7 DE JUNHO DE 1957

Breve história da Adega de Alcanhões

Constituída em 1957 e tendo iniciado a laboração em 1 de Setembro de 1962, a ADEGA COOPERATIVA DE ALCANHÕES, C.R.L., tem a sua sede social e instalações tecnológicas localizadas na freguesia de Alcanhões, situada apenas a 7 Km da cidade de Santarém, estendendo-se a sua área social a todo o concelho de Santarém.

É desde há longos anos associada da FENADEGAS – Federação Nacional das Adegas Cooperativas, fazendo também parte da CVR do Tejo.

Não obstante a capacidade de armazenagem rondar os 30.000 HL, a produção actual é de aproximadamente 20.000 HL, situação a que não será alheio o arranque voluntário e subsidiado, há já alguns anos, de vinhas na área de influência da Adega, o que fez baixar consideravelmente a sua capacidade de laboração.

Conta presentemente com cerca de 100 associados que trabalham uma área de 215 ha, em parcelas médias de 21.500 m2.

Alguns associados não têm sido porém alheios às novas exigências dos mercados e têm procurado reconverter as suas vinhas com castas de qualidade, de forma a que a Adega possa dispor de boa matéria-prima, seleccionada, para produzir vinhos de qualidade.

Dentro desta linha, a Adega Cooperativa de Alcanhões produz já grande quantidade dos seus vinhos certificados, nomeadamente DOC (Denominação de Origem Controlada) e Regionais, destacando-se nestas categorias as marcas “ Cardeal Dom Guilherme “, “Terras do Paço “ e “ Frades Bentos “.

Na categoria dos vinhos de mesa, o – branco e tinto “Adiafa”, constitui ainda a maior força de vendas da Adega, para além do tinto seleccionado “Encostas do Cirne” e dos vinhos leves – branco e rosé – da marca “Ribaleve”.

Comercialização

No mercado interno, a comercialização dos nossos vinhos, , é feita pelos agentes distribuidores em diversas zonas do País.

No mercado externo, exportamos os nossos vinhos com grande sucesso para o mercado comunitário ( Alemanha, Luxemburgo e Inglaterra), onde a sua qualidade é já bastante reconhecida.

A Tradição e a fama dos Vinhos

A existência das vinhas na região de Santarém, da qual Alcanhões faz parte integrante como sub-região mais representativa, remonta à fundação da nacionalidade, dado que a elas se referia o nosso primeiro rei, quando em 1170 concedeu foral à que é hoje a capital do Ribatejo.

Curiosamente pode ler-se também na Crónica de D. Fernando, de Fernão Lopes – Capítulo CII – sob o título “Como o Infante chegou a Alcanhões, onde El Rei estava, e do recado que Dona Maria ouve da sua ida dele”:

“Partiu o Infante com este propósito, firmado todo em seu coração e foi-se caminho Dalcanhões… e foram ali juntos muitos da corte e alguns estrangeiros, tanto por mirar a formosura dela, como por acompanhar o Infante”.

Em aquele dia à tarde, depois de dançarem « e… e houveram vinho e fruita Dalcanhãaes …. “ (SÉCULO XIV).

Desde então, o melhoramento da cultura e a escolha de castas tradicionais vêm conferindo aos vinhos de ALCANHÕES uma qualidade que facilmente os distingue dos de qualquer outra região.

« A história de uma Vila na origem de um grande vinho»

“ Cardeal Dom Guilherme “

A freguesia de Alcanhões foi criada por decreto em 1852, assinado pelo Presidente da Cãmara dos Pares do Reino, ao tempo, D. Guilherme Henrique de Carvalho, que era simultaneamente o Cardeal Patriarca de Lisboa.

O vinho comercializado sob esta marca, certificado como D.O.C. e produzido em vinhas seleccionadas, pretende recordar a data em que Alcanhões foi elevada à dignidade de freguesia e homenagear aquele a quem tal se deve.

O “Cardeal Dom Guilherme “ Tinto é produzido a partir das castas nobres, Castelão e Trincadeira, Syrah e Aragonês .